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A primeira estimativa do INE sobre o rendimento da atividade agrícola aponta para um decréscimo de rendimento na ordem dos 2,4% em 2017, influenciado sobretudo por uma “expressiva redução” (-25,4% face a 2016) dos Outros subsídios à produção. Em contraste, a publicação do INE estima um aumento de 4,5% do Valor Acrescentado Bruto devido ao impulso da produção do ramo agrícola e do consumo intermédio durante o último ano. Apesar da seca extrema registada este ano, a publicação revela um aumento do volume da produção agrícola em geral, com a produção vegetal, hortícola e frutícola a serem apontadas como “as causas principais”. Em relação à fruta verificou-se um aumento de volume na ordem dos 17,2%, tendo a amêndoa alcançado um valor record de 20 mil toneladas. Com este aumento, o INE prevê reduções na ordem dos 1,4% nos preços dos produtos frutícolas e de 27,3% na batata. Em terreno positivo também se destaca a produção de vinho, que contou com uvas de elevada qualidade, boas condições de maturação e elevados teores de açúcar. Um cenário que perspetiva “vinhos de qualidade superior”. Em contrapartida, a produção de azeite e de cereais foi afetada negativamente pela seca, originando quebras de 9,3% e 8,1%, respetivamente. Estas quebras levaram a um aumento dos preços destes produtos, que no caso do azeite poderá chegar aos 29,6%. Por fim, a produção animal também cresceu, embora a uma taxa menor (3,2%). Este valor foi determinado pelo aumento de preços, nomeadamente da carne suína, leite e ovos. A crise europeia de ovos contaminados com pesticidas potenciou a exportação do produto nacional e fez aumentar o seu valor de mercado.
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