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3 perguntas a Luís Capoulas Santos (parte I de II)
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1. Ao nível da inovação, o que falta fazer para uma efetiva aproximação entre a academia e os agricultores?
Demos muito recentemente um importante passo que concretiza essa aproximação: atribuímos no dia 03 de outubro mais de 20 milhões de euros de apoios públicos aos 75 Grupos Operacionais cujos projetos foram aprovados. Estes Grupos Operacionais são parcerias que envolvem a academia e os agricultores na concretização de projetos que têm como objetivo encontrar soluções inovadoras para problemas com os quais a produção agrícola está confrontada ou, em alternativa, encontrar formas de aproveitar novas oportunidades decorrentes do Desenvolvimento da atividade. É o Apoio à aplicação direta do conhecimento, garantindo que os fundos aplicados em investigação têm um retorno do lado empresarial. Ou seja, é uma forma indireta de apoiar e estimular a economia sectorial através da inovação. E essa tem sido uma preocupação deste Governo: apoiar a investigação e a inovação, garantindo que os seus resultados são efetivamente aproveitados do ponto de vista prático e do ponto de vista económico. Portugal tem sido reconhecido como um exemplo nesta matéria. Foi precisamente por isso que fomos escolhidos como primeiro país anfitrião da Agri Innovation Summit’2017, uma iniciativa anual, que se realizou este ano pela primeira vez e que é organizada em parceria com a Comissão Europeia. Foi um evento que trouxe a Portugal a maior rede de parcerias europeias dedicadas à investigação e à inovação tecnológica na agricultura. Temos vindo a implementar uma estratégia que tem como eixo central o aproveitamento de sinergias entre estruturas, apoiando projetos multidisciplinares. Estamos a consolidar uma rede de Centros de Competências que constituem reservas de conhecimento técnico, distribuídas pelo país de acordo com a predominância das atividades agro-pecuárias. É uma forma de valorizar o território de acordo com as suas apetências, aproximando o conhecimento dos seus consumidores, que, neste caso, serão os produtores. Criámos as Redes de Experimentação: a Rede de Investigação e Experimentação da Vinha e do Vinho do Douro (Riev2); a Rede Nacional de Experimentação e Investigação Agrária e Animal (Rexia 2) e a Alentejo AGROnet: Alentejo Agricultural Research and Extension Network. São estruturas transversais, dedicadas a uma área de conhecimento, que envolvem as Universidades e os Politécnicos, bem como os Centros de Investigação, públicos e privados, que procuram criar oportunidades de investigação junto das empresas do setor. Estas redes estão a funcionar e desenvolver projetos inovadores com jovens altamente qualificados. E estamos igualmente a desenvolver, de forma ativa, uma política de apoio aos clusters que têm vindo a desenvolver-se no domínio agrícola, estimulando sinergias empresariais que desenvolvem novos métodos e novos produtos.
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